Mercados

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À Mesa - O Mel

Conta a pequena publicação árabe “Livro de uma Guerra entre o Rei Carneiro e o Rei Mel” a contenda entre…

À mesa - Açordas

As açordas da minha vida. Aquelas que já provei e aquelas todas que ainda hei-de provar. Pelas açordas de cada…

Zirra

O que eu aprendo com os meus alunos - zirra, um brinquedo feito com uma casca de nós, um pauzinho…

" Descobrir à mesa as paisagens, os rostos, as pronúncias, os rituais da festa e do quotidiano, ir ao encontro do nosso imenso Portugal."

Olga Cavaleiro
Apresentação

Ao Sabor de Portugal

Ao Sabor das minhas viagens por Portugal conheço muitos dos cantos da nossa paisagem, descubro os risos e os lamentos de rostos calados pela tranquilidade, faço perguntas aos rios e às montanhas e percebo a cor do céu e a força da luz. Chego à mesa sempre pela mão dos amigos. 

É um Portugal que descubro ao Sabor de histórias que vêm de longe e trazem consigo toda a força de uma família, de uma comunidade, de gente que fez da alimentação símbolo para mostrar a sua interpretação do mundo. E é isso que a gastronomia portuguesa tem de belo. Mostra-nos no excesso da festa e na escassez do quotidiano o sentir das pessoas. 

Tese Académica

Tese Académica

Somos o que comemos e o que comemos é o que encontramos na natureza. Desde a origem da humanidade somos condicionados na nossa alimentação pelos recursos que encontramos no nosso ambiente mais próximo. Se a fome não é opção, mas imposição biológica, na busca pela abundância o nosso gosto é moldado pelo território quase até ao limite. Serão a fome ou a abundância filhas da geografia para além de consequência e causa de valores sociais e culturais. Nos tempos mais longínquos, antes do significado simbólico cultural e social, o homem penou na conquista da abundância e fê-lo à custa, ora da escassez, ora da pujança do que ia encontrando no seu caminho, em redor do seu habitat. Por isso a viagem alimentar da humanidade é feita de migrações, de movimentos no território, pois satisfazer o estômago implicava ganhar tempo à exigente e injusta sazonalidade dos produtos. 

Pequenos tesouros

Mercados

Os nossos mercados de rua precisam de nós. Hoje, em Tentúgal, a feira estava a meio gás, metade dos feirantes, quase sem clientes. Talvez tudo seja um reflexo da mudança que o mundo tem. Mas, na verdade, pouco tem sido feito por estes mercados para além do discurso bonito de reativar os mercados de cadeia curta ou de proximidade. Este feijão avinhado, pouco conhecido aqui por Tentúgal, veio do Seixo e diz que é bom para a feijoada, sobretudo, de caça. “Fica a feijoada mais vermelhinha e saborosa”.

Abóbora-menina

Abóbora-menina. Bonita, vaidosa, formosa. A natureza também se fez bonita para entrar na nossa cozinha.

Belhoses

Simples. Abóbora bem escorrida, farinha quanto baste, aguardente.

Ao Sabor de Portugal